tinha muitas certezas e um pouco de tristeza. queria sair e perder o caminho de volta. fugir sem rumo estrada a fora. apavorava-o essa tal alteridade, desaforada utopia. e esse social, uma visita incômoda, irrequieta, reflexo dos encontros inesperados entre os alters, os egos, os eus de si mesmo. percebera que estava encurralado. um dia saiu e perdeu-se no universo paralelo daquele mosaico complexo. quanto barulho, quanta sandice. desejou o caminho de volta. uma quimera. apagara os traços da estrada curva, cujos vales abocanhavam o pôr-do-sol sem receio e oferecia uma das vistas mais belas do antigo mundo, que ele tanto relegara. percebera, afinal. havia de se contentar onde estava ou arriscar-se na infinitude metamórfica seguindo adiante. preferiu a obscuridade.
achou-se em uma novo contexto, pior que podia imaginar. não tinha para onde fugir. sentou ali e resolvera pôr um fim no martírio. Acordara.
Um comentário:
Caramba. Que texto forte. Que devaneio mais sensato. Amei duplamente, Davi: o texto e a descoberta do blog! Parabéns!!
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