É engraçado. É um ciclo, um círculo, transladado, rotatório, curvilíneo, disforme. É a vida – que no clichê, dá voltas. Caminhos que hoje se opõem, amanhã se convergem. Destino? Prefiro acreditar no acaso. Cogitar que a estrada já está delineada me entedia. Rascunho pronto? Por favor, folhas em branco. Desafio, superação, mudanças.
A rotação, em 2010, favoreceu-me muitos solstícios. Caminhos cumpriram seus ciclos, ajustaram seus eixos, enquanto outros se desalinharam, mudaram estações. É a vulnerabilidade da vida, do ser, do existir, definida por escolhas. Estas – verdadeiros campos minados – são paradigmáticas, cruéis, austeras. Da boa vontade, independem. Às escolhas, não resta escolha. Escolha a sua. Como filosofa Sartre:“És livre, escolhe, ou seja: inventa”.