03 maio 2008

Geração do Ócio

Em parte, acho que nasci na época errada. Lendo tudo o que gerações passadas conquistaram, lutaram em prol de seus objetivos, todos os seus feitos, eu me pergunto: "What do We live for?" Infelizmente, minha geração é fútil, ociosa, é uma geração que tinha, e tem, tudo para ser a revolucionária, a geração para marcar a história, porque tem tudo, ou quase tudo, ao alcance das mãos, é a x-generation. Mas e... o que se tem feito?? Nada! Poderíamos mudar o mundo; mas mudar para quê? Em quê? Não se sabe.
Não se tem uma ideologia de vida, não se tem mais vontade, parece que estamos conformados com o mundo. Tudo é modinha, roupas e estilos "style", novos conceitos, mas todos sem conteúdo. O mundo se contorce em nossa frente e o que fazemos? Vamos escutar nosso ipod e acessar o myspace! O movimento estudantil não tem mais vida, é raro os casos que ainda se unem e vão à luta (Viva a invasão à reitoria!). Também não digo que apenas manifestações, badernas e coisas do tipo é que demonstram garra, força e determinação. Meu questionamento é: Cadê nossa identidade? Qual é a nossa virtude? As pessoas andam frias e cada vez mais egoístas, cada um no seu mundinho. A juventude quer ser ouvida, mas não tem nada a dizer.
O mundo espera algo de nós, pois somos fortes, a própria bíblia diz isso. Nosso tempo é curto e a juventude é um pulo. O que contaremos às próximas gerações sobre nossos feitos? O que diremos a respeito da nossa cultura jovem? Qual será nossa contribuição ao mundo? Qual é a nossa marca? Orkut, msn e flogs o tempo todo? São tantas histórias de outras gerações que me deixam fascinado.
Às vezes tenho saudade de coisas que não vivi, que não presenciei. Há momentos que parecem que eu estava ali naquela história, naquele tempo, naquela juventude. E só a saudade do desconhecido é que fica. Enfim, gostaria de ter feito parte de outros tempos, mas que tempos? Quero marcar o meu próprio. Sou um sonhador, sim. E essa é uma das minhas maiores virtudes, pois, são eles que me impulsionam diariamente. É hora de quebrar paradigmas, mostrar a virtude dessa geração.



"Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor...
Já estamos tão acostumados a não termos mais nem isso."