08 agosto 2014
do terror
É, o temor dessa maldita intuição se firmou. Assim como no filme, veio de solavanco. E eu que só brincava com a semelhança, hoje assisto, sinto e vivo cada cena. E se ainda tinha dúvida, o próprio medo se materializou em um misto de realidade sonhada nos labirintos do inconsciente. Arrepiou. Chegou perto. Puxou o pé. Sufocou a voz. Lembrou-me como os gêneros transitam entre si. Com que facilidade e rapidez. De (des)romance a terror. Num piscar de olhos. Num olhar penetrante.
31 julho 2014
ainda.
se foi. virou história. lembrança, memória. onde havia objetos, cenas. no lustre dos móveis, a nossa imagem. o perfume exala no ar. seu cheiro ainda está em mim.
25 julho 2014
da terra
| Esfinge de açúcar - Salvador Dali |
22 julho 2014
das utopias
utopias são boas companhias... para a imaginação
quando adentram a realidade, são intensas, pouco tenras, disformes
no começo se mostram sãos
mas quando chega a intersecção, logo se vê que não há coração
E não há nem o que reclamar
sua matéria não é daqui
seu composto se desfaz ali
é tudo simplesmente fantasia, vai dizer que não sabia?
devaneios da ilusão
oh, pobre poesia
são verão em meio ao inverno
e quando você se acostuma com o bronze
viram árvores com suas sombras frias e gélidas
vão logo se tornar estação em outro coração
utopias não foram feitas para serem vividas, mas sonhadas
a não ser que se prefira o desengano ao encantamento
se pudesse, permanecia com aquele suspiro profundo e silencioso
que ela acabou por matar
restou só a desilusão e umas pitadas de decepção
22 julho 2013
por aí
Esporte favorito? Ah, o mar. Sentar à beira, pé na areia, brisa, sol, o sussurrar das ondas, o silenciar alheio. Exercita a alma. Acalma a matéria. Preenche o eu.
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