Definitivamente, a 84ª edição do Oscar é a premiação da nostalgia, da
melancolia, do saudosismo. Os dois filmes mais disputados (O ARTISTA e A
INVENÇÃO DE HUGO CABRET, respectivamente com 10 e 11 indicações) são
nada mais que uma maravilhosa homenagem ao cinema pioneiro, clássico,
mudo e em preto e branco. Enquanto o primeiro (O Artista) adentra no
universo memorado fazendo uso da linguagem e técnicas da época (por
exemplo, a fotografia no formato standard (1.33:1) e com os frames
acelerados), o segundo o venera a partir da linguagem cinematográfica
contemporânea, de ponta, fazendo uso de uma das melhores adequações do
3D já vista nas telonas (com muita profundidade e sobreposição de
planos, sem precisar jogar nada na cara do espectador).
Impossível a qualquer cinéfilo mais dedicado não se emocionar com as
estórias e a nostalgia iminente, naquele conhecido saudosismo do que não
se viveu. Afinal, quem nunca quis ter o privilégio de assistir a uma
película em p&b e muda no cinema? Ou quem nunca imaginou como seriam
os sets de gravação das obras de Méliès? Pois são presentes assim que O
Artista e Hugo Cabret nos proporcionam. Merecem, de fato, todo o
reconhecimento que estão recebendo. E não são apenas os dois grandes
favoritos da noite do dia 26 de fevereiro de 2012 que exalam certo grau
de nostalgia e melancolia.
Para ler o post na íntegra, clique aqui.
22 fevereiro 2012
19 fevereiro 2012
do 8 ou 80
pra mim é 8 ou 80 e eu gosto disso. talvez por causa dessa minha pseudo-claustrofobia; estar nas extremidades me dá o conforto da iminência do abismo. qualquer coisa é só pular, sabe? estar no meio é mediano, que é medíocre, que é enfadonho. prefiro o limiar da perda, do absurdo, seja pelo incêndio ou pela nevasca. o problema é quando se estagna em um dos polos. é preciso movimento, é preciso dosagem, é preciso o de mais e o de menos. quem dera fosse fácil, quisera eu saber atenuar o peso, a distância e a dor entre o 8 e o 80. e nessa dicotomia vivo buscando a sonhada serenidade, que é o meio termo, que incorre em um paradoxo. quimera contradição paradigmática.
11 janeiro 2012
dostoiévski
Perambulou sem rumo. O sol já se punha. Uma tristeza especial se apoderara dele nos últimos tempos. Não tinha nada de especialmente agudo ou azedo, mas emanava dele algo de constante, de eterno; fazia pressentir anos sem refúgio, dessa dor fria, mortal; fazia pressentir toda uma eternidade num espaço de um archin. Essa sensação costumava afligi-lo com mais força ao cair da tarde.
dostoiévski. crime e castigo.
dostoiévski. crime e castigo.
12 dezembro 2011
espirro
sabe aquela sensação que se expande desde a garganta até o dorso nasal, bloqueando os septos e irritando toda a narina, acompanhada de uma súbita vontade
09 dezembro 2011
done.
agora está acabado. e eu nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos, tudo o que ia me acontecer nesses últimos quatros anos e meio, todas as pessoas incríveis que eu iria conhecer, todas as amizades que eu iria fazer, todas as correntes teóricas, livros, autores, filmes, diretores que eu iria descobrir -- e me apaixonar --, todos os caminhos que eu iria trilhar e me tornar quem eu sou hoje -- ainda incompleto, ressalte-se.
olho para trás e me orgulho das decisões que tomei, das direções que segui, das trilhas que persegui, dos objetivos e sonhos que alcancei. não foram fáceis. quanto sono perdi, quanta angústia tive de combater, quanta força despendi... mas valeu a pena. me formei: no curso que queria, na faculdade que almejei. a fantasia que tanto pungia minha mente se tornou real e, justamente por isso, passa longe do perfeito, mas concretiza minha vontade.
tornei-me jornalista. mais que uma profissão, descobri ser uma vocação. um estilo de vida: pouco saudável, mas regozijante, enfim. agora sigo em busca de um novo ciclo, é a vida, que não para nem pode parar. não sei o que o futuro me reserva, mas não me contenho em ansiedade para descobrir. vamos em frente...
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